Entrevista sobre credenciamento no Mestrado em Letras da UFPI

O Prof. Dr. José Ribamar Lopes Batista Júnior foi, recentemente, credenciado docente permanente do Mestrado em Letras da Universidade Federal do Piauí. Ribamar Batista é mestre e doutor em Linguística, professor de Língua Portuguesa e coordena o Laboratório de Leitura e Produção Textual e o Ensino Médio no Colégio Técnico de Floriano. No mês de março, lançou o livro “Pesquisas em Educação Inclusiva – Questões Teóricas e Metodológicas” (Pipa Comunicação, 2016) sobre as pesquisas desenvolvidas nos últimos 8 anos sobre a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas.

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Prof. Ribamar Jr no lançamento do livro “Pesquisas em Educação Inclusiva”

Confiram a entrevista concedida ao Colégio Técnico de Floriano:

CTF: Como o Senhor recebeu esta notícia de ter seu nome integrado ao corpo docente permanente do Mestrado?
Ribamar: Foi uma alegria porque havia solicitado o credenciamento em dezembro do ano passado. Estava descansando na hora do almoço, já que teria também aula à tarde quando recebi o e-mail da coordenadora pelo celular com as boas vindas.

CTF: Suas atividades desenvolvidas no CTF e sua produção científica já apontavam, para este caminho?
Ribamar: Assim que comecei a pesquisa, ainda no doutorado, não fazia parte dos meus projetos trabalhar com o Ensino Médio/Técnico. Ao chegar no CTF propus aos alunos os primeiros projetos – pipoca cultural e leitura e cena. Os resultados demonstraram o enorme ganho acadêmico e revelaram o verdadeiro potencial dos alunos que estava mascarado por traz dos trabalhos e provas tradicionais. Aos poucos, o Médio tornou-se minha paixão e hoje me sinto totalmente à vontade com as turmas. Daí ao credenciamento foram consequências. A cada ano, novos projetos e parcerias surgem e os resultados são confrontados com as teorias adotadas repercutindo em metodologias mais consistentes. Esse material vasto precisa ser trabalhado na pesquisa. O credenciamento será a porta de acesso aos novos pesquisadores que poderão compor as pesquisas em andamento. Dessa forma, sim, os projetos levaram naturalmente para a docência também no mestrado.

CTF: Quais as atribuições de um professor de Mestrado no processo de orientação dos alunos pesquisadores?
Ribamar: O principal papel do orientador é apresentar o universo da pesquisa ao aluno pesquisador. Demonstrar como as teorias compõem a forma de visão, e consequentemente, de leitura nas análises. Dar sentido ao texto a ser produzido (dissertação) correlacionando teoria/método/análise/resultados. Esse papel de facilitador é fundamental para que o novo pesquisador ganhe autonomia e engajamento na pesquisa e depende do orientador tornar o percurso mais tolerável, embora exaustivo, mais instigante, embora teoricamente consistente. Creio que orientar um pesquisador em formação possa ser comparado ao auxílio de um amigo que já conhece o percurso e que pode chamar a atenção do viajor iniciante para as reais riquezas da jornada.

CTF: Qual a diferença entre orientar alunos do Pibic Ensino Médio e alunos do Mestrado?
Ribamar: A diferença está na seguinte questão: no Pibic EM, os alunos são incentivados a vivenciar algumas práticas do mundo da pesquisa, é uma etapa inicial, sem muita cobrança para que o despertar pelo fazer científico já comece desde o Ensino Médio, bem como desenvolvam habilidades críticas, analíticas e linguísticas, principalmente, em relação aos gêneros do mundo científico. Já no mestrado, o pós-graduando tem um objetivo mais autônomo. Ele é o responsável pela investigação, cabendo ao orientador introduzi-lo na prática científica. Contudo, em ambos os níveis, a humanização do trabalho científico é função ética a que todos deveriam ter acesso. O engajamento deve ser recíproco, para que ao término do Pibic ou do Mestrado, a relação de amizade e de confiança permaneçam entre orientador e orientado, relação saudável nascida do respeito trabalhado com disciplina e percepção da sensibilidade do outro.

CTF: Qual será sua linha de pesquisa?
Ribamar: Sou linguista. Trabalho com pesquisas voltadas ao Ensino Médio Profissionalizante, e dentro desse contexto, lido especificamente com Letramento, Discurso, Mídia, Educação Inclusiva e Identidades.

CTF: De que forma sua atuação como professor do Mestrado em Letras da UFPI vai agregar à sua atuação como Coordenador de Ensino Médio do CTF?
Ribamar: A integração das práticas entre o Ensino Superior e o Ensino Médio na UFPI é uma reivindicação constante. Tanto abre uma possibilidade de espaço para os novos pesquisadores, um novo nicho de pesquisa, favorecendo o Ensino Superior, como permite aos professores e comunidade do Ensino Médio compartilhar dos avanços que essa nova aliança traz. Dessa forma, acredito que quanto mais professores do Ensino Médio atuarem também no Ensino Superior e na Pós-Graduação, mais forte será esse canal e mais consistente a atuação no ensino, pesquisa e extensão. Para os alunos do CTF, as possibilidades de atuarem em diferentes parcerias, tanto entre cursos como entre níveis educacionais, trará o compartilhamento de informações. Isso é muito bom porque a teoria pode ser comentada, mas somente a prática transforma a identidade.

About labprotextual

Laboratório Experimental de Ensino e Pesquisa em Leitura e Produção Textual do Colégio Técnico de Floriano da UFPI sob coordenação do Prof. José Ribamar Lopes Batista Júnior. Colaboradora: Prof. Denise Tamaê Borges Sato (Governo do Goiás) Apoio: CNPq e Parábola Editorial

Posted on 14 14+00:00 Abril 14+00:00 2016, in Sem categoria. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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